Teia de Cordéis | Diálogos IV… Mulheres em cantos e versos

12 09 2011

Teia de Cordéis | Diálogos IV… Mulheres em cantos e versos

a mulher, o gênero e o feminino

A literatura brasileira, seja na esfera denominada “erudita” ou “popular”, fora marcada, ao longo dos anos, pelo traço patriarcal de sua sociedade. O monopólio masculino construíra representações sobre o gênero feminino que ora denegriam sua imagem, ora vetavam seu acesso ao consumo e produção literária.

A Prefeitura do Recife, por meio do Museu de Arte Popular – MAP, equipamento da Fundação de Cultura Cidade do Recife, convida a todos para uma boa conversa com a pesquisadora Ângela Grillo (História/UFRPE) e as cordelistas Susana Morais e Mariane Bígio sobre a trajetória feminina na Literatura de Cordel nacional e suas técnicas para driblar o machismo e a (in)visibilidade social, antecipando a 5º Primavera dos Museus, sob o tema Mulheres, Museus e Memórias.

Dia 14, Quarta-feira, no CCCR

O que | Teia de Cordéis | Diálogos IV… Mulheres em Cantos e Versos

Quando |14 de setembro, quarta-feira, às 19h

Onde | Centro Cultural  Correios

Av. Marquês de Olinda, 262, Bairro do Recife – Próximo a praça do Marco Zero

Informações | +55 81. 3355-3110

Susana Morais | Poeta cordelista, oficineira de poesia popular, recitadora. Graduada em História pela Universidade de Pernambuco. Integrante e uma das fundadoras da Unicordel – União dos Cordelistas de Pernambuco. Integrante do grupo Vozes Femininas, composto por Cida Pedrosa, Mariane Bigio e Silvana Menezes, que se apresenta de forma profissional em vários eventos no Recife e outras cidades de Pernambuco. É autora dos cordéis “Presença Feminina na vida e obra do Rei do Baião”, “Sombras do Cangaço ou A Versão de Maria Bonita”, entre outros.

Mariane Bígio | Formada em Comunicação Social, com habilitação em Rádio e TV na Universidade Federal de Pernambuco – UFPE. Locutora, repórter, produtora, montadora e diretora, poeta e declamadora no grupo Vozes Femininas. Membro da UNICORDEL (União dos Cordelistas de Pernambuco). Em 2009, dirigiu e montou o videopoema experimental Corpo Urb que trata sobre os conflitos interiores de uma mulher angustiada frente a sua “urbe” caotizada.

Angela Grillo | Doutora em História pela Universidade Federal Fluminense e École des Hautes Études em Sciences Sociales em Paris, França. Professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco atuando na Graduação, Especialização e no Mestrado de História. Pesquisadora na área de História Cultural, História das Mulheres, Cultura Popular e Literatura de Cordel. É autora de trabalhos como “A Arte do Povo: histórias na literatura do cordel (1900/1940)”, “Evas ou Marias? As mulheres na literatura de cordel: preconceitos e estereótipos”, entre outros.
 

REALIZAÇÃO

   





Última noite! CURTASSOMBRAÇÃO

26 08 2011

Última noite, no Hermilo Borba Filho, Cais do Apolo, s/n

Fechando a programação do CURTASSOMBRAÇÃO, após os assovios da Cumade Fulozinha, os chutes da Perna Cabiluda, a aterrorizante Loira do Banheiro e outras histórias medonhas, a noite contatará com a encenação “Encontro Assombrado” e a exibição de curtas, a partir das 19 horas, com entrada gratuita!

“Encontro assombrado (ou À procura da Botija)” – peça baseada num conto de autoria de Roberto Beltrão

Exibição de Curtas

A EMPAREDA DA RUA NOVA

Antiga lenda urbana do Recife. Não se sabe ao certo quando aconteceu. É certo, entretanto, que foi na Rua nova.

Roteiro, Edição e direção: Marlom Meirelles

Atriz: Leidiane Alves

Produção: Maria Lucieide

Edição de áudio: Gordinho

PESADELO

Baseado em um sonho real…

Direção: Paulo Leonardo

O MITO DO FOGO DO MATO

A lenda do BoiTatá

Direção: Paulo Leonardo

Ator: Daniel Fialho

 

AS SCISMAS DO DESTINO

Animação inspirada na poesia de Augusto dos Anjos

Direção: Paulo Leonardo

Atores: Leonardo Barbosa, Monica Maciel, Clara Carvalho

Animadores: Ayodê França, Raoni Assis, Nara Normande

COISAS DO ALÉM E DO RECIFE TAMBÉM

Desde o século XVI, quando as primeiras naus atracaram no Recife, os mistérios do Além passaram a fazer parte do cotidiano das pessoas. Não se sabe ao certo o porquê dessa relação íntima e assustadora, mas a verdade é que ela persiste até os dias de hoje.

Alguns causos sem explicação foram catalogados pelo sociólogo Gilberto Freyre, em seu livro Assombrações do Recife Velho. Sob inspiração do escritor, este documentário resgata a aura fantástica dessa metrópole brasileira, cujas histórias sequem em constante ebulição.

Direção, Roteiro e Produção: Marcela Alves, Mariana Lins e Rubem Carneiro

Orientação: Cláudio Bezerra

Imagens e Iluminação: Ítalo Sales

Imagens Complementares: Rogério Matos

Edição e Finalização: Leo Nascimento

INFORMAÇÕES | 3355-3110

ENTRADA GRATUITA!





CURTASSOMBRAÇÃO

25 08 2011

Dia 25/08/2011 | Início às 19 horas

“A Emparedada da Rua Nova”

Antiga lenda urbana do Recife. Não se sabe ao certo quando aconteceu. É certo, entretanto, que foi na Rua nova.

 Roteiro, Edição e direção: Marlom Meirelles

Atriz: Leidiane Alves

Produção: Maria Lucieide

Edição de áudio: Gordinho

 

Bate-papo com Menelau Júnior e Roberto Beltrão

 

“Loira do Banheiro”

Menelau Júnior

Informações | 3355-3110

A partir das 19 horas, no Teatro Hermilo Borba Filho





CURTASSOMBRAÇÃO

24 08 2011

PROGRAMAÇÃO DIA 24/08/2011

Dia 24 /08/2011 | Início às 18 horas

Exibição | “Perna Cabiluda”

 

Bate-papo | com Rúbia Lóssio e Roberto Beltrão

 

Exibição | “Cumade Fulozinha”

24, 25 e 26 de Agosto, histórias medonhas no Teatro Hermilo

Perna Cabiluda
O curta dirigido por Beto Normal, Gil Vicente, João Júnior e Marcelo Gomes sobre a lendária assombração recifense da década de 70. Um dos entrevistados é Chico Science.

Cumade Fulozinha

Menelau Júnior

Informações |   +55 81. 3355-3110





Antonio Silvino, Lampião, Jararaca e outros na Diálogos III…

19 08 2011

Teia de Cordéis | Diálogos III… Cangaço: representações na Literatura de Cordel

Dia 23 de Agosto, no Teatro Barreto Júnior

O cangaço sempre foi um tema recorrente na Literatura de Cordel Brasileira. Transitando entre a ficção e a realidade, muitos cordelistas afiaram a língua e a ponta do lápis para contar, recontar, recriar e fantasiar a vida e os feitos de cangaceiros como o Lampião, Antônio Silvino, Corisco, Jararaca e inúmeros outros. E, assim, esses personagens, mais uma vez, ganham força no imaginário popular nordestino.

Para a terceira edição da série Diálogos…, o Museu de Arte Popular, equipamento da Fundação de Cultura Cidade do Recife, convida para uma conversa sobre as representações do cangaço na Literatura de Cordel no próximo dia 23 de agosto, no Teatro Barreto Júnior.

Para nos acompanhar nesse diálogo, estarão conosco os pesquisadores Geovanni Cabral (História/UFPE) e Rômulo Oliveira (História/UFPE).

O que | Teia de Cordéis | Diálogos III… Cangaço: representações na Literatura de Cordel

Quando | 23 de Agosto, terça-feira, às 18:30 horas

Onde | Teatro Barreto Júnior

Informações | +55 81. 3355-3110

Sobre os facilitadores da conversa |

Rômulo Oliveira | É graduado em História pela UFRPE (2007), Mestre em História Social da Cultura pela UFRPE (2010), Doutorando e História pela UFPE. Pesquisador de temas como cangaço na imprensa, Literatura regionalista e cordel, representações culturais, entre outros.

 

Geovanni Cabral | Doutorando em História pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Mestre em História Cultural pela Universidade Federal de Pernambuco, Especialista no Ensino de História pela Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE, graduado em Licenciatura em História pela mesma Universidade. Atualmente se dedica a pesquisas sobre a obra do poeta popular José Costa Leite.





CURTASSOMBRAÇÃO

15 08 2011

Mostra de vídeos sobre assombrações pernambucanas

 CHAMADA PARA INSCRIÇÕES

Nas áreas campestres ou nas grandes capitais, as lendas e assombrações sempre encontraram espaço nas ruas e no imaginário da população. Tradicionalmente contadas e recontadas pela oralidade, essas histórias encontram eco no medo e no suspense das pessoas.

Nos dias 24, 25 e 26 de agosto, o Museu de Arte Popular, vinculado a Fundação de Cultura Cidade do Recife, promoverá a exibição de produções audiovisuais de ficção ou documentário que tenham como temas as histórias de assombração típicas de Pernambuco.

Em parceria com o MAP, teremos a curadoria do jornalista Roberto Beltrão, autor de publicações que trabalham a temática.

Os interessados devem seguir as especificações abaixo:

REGULAMENTO

 

1. Produções audiovisuais de ficção ou documentário que tenham como tema as histórias de assombração típicas de Pernambuco;

2. Não haverá limite de duração (curta, média ou longa metragem);

3. Serão aceitas peças realizadas em qualquer formato audiovisual – animação, película, vídeo, vídeo digital. Mas todos os trabalhos deveram ser entregues em formato DVD;

4. A escolha das produções a serem exibidas ficará a cargo da comissão organizadora da mostra , seguindo os critérios: originalidade, conteúdo, qualidade artística e qualidade técnica;

5. As peças deveram ser entregues no período de 08 a 19 de agosto, no Museu de Arte Popular (MAP), localizado no Pátio de São Pedro – Casa 49, juntamente com o formulário  preenchido. Fomulário disponível em  http://www.4shared.com/document/uxk4UoTG/Formulrio_de_Inscrio_CURTASSOM.html

Instruções:

a. Clique em “Baixar Agora”;
b. Aguarde o término da contagem regressiva;
c. Clique em “Baixar o Arquivo Agora”.


7. Não haverá nenhum custo de inscrição;

8. Não haverá nenhuma premiação remunerada;

+55 81. 3355-3110

museudeartepopular@hotmail.com

pesquisamap@hotmail.com

Pátio de São Pedro | casa 49

São José | Recife | PE

50020-220

Roberto Beltrão | Jornalista, professor de Jornalismo, Publicidade & Propaganda, editor e produtor de telejornais da Rede Globo Nordeste desde junho de 1996. É também autor dos livros Histórias Medonhas d’O Recife Assombrado e Estranhos Mistérios d’O Recife Assombrado, além de ser responsável pelo famoso site Assomblog.





Teia de Cordéis | Diálogos II… Versando sobre educação

20 07 2011

Segundo diversos relatos, por meio dos folhetos de cordel, muitas pessoas, dentre as quais, crianças, aprenderam a ler e tiveram acesso aos divertidos e cuirosos causos e contos tradicionais da cultura popular nordestina.

Diálogos II...

Nos dias atuais, a Literatura de Cordel prossegue com seu veio pedagógico/educacional sendo, por exemplo, objeto de estudo para estudantes universitários como o Kalhil Gibran (História/UFRPE) que propõe um aprendizado lúdico a partir desses folhetos e com os cordelistas Meca Moreno (Unicordel) e Davi Teixeira (Unicordel) que, com sua boa prosa, instiga alunos, pais e professores através de oficinas a mergulhar nesses universos dos versos populares. E com eles, o Museu de Arte Popular (MAP) convida a todos para participarem da Teia de Cordéis | Diálogos II… Versando sobre educação, no dia 21 de julho no auditório da Livraria Cultura às 19h. Lembrando: a entrada é gratuita e serão emitidos certificados de participação.

O que | Diálogos II… versando sobre educação

Quando | Amanhã, dia 21 de Julho, às 19 horas

Onde | Auditório da Livraria Cultura

Informações| 3355-3110 | @MAP_recife

Serão emitidos certificados aos ouvintes

 

Sobre os facilitadores da conversa |

Meca Moreno é estudioso da poesia popular, poeta, compositor, artesão e produtor cultural. Pernambucano de Palmares, escreve poesia desde os 12 anos de idade; tem participado de várias antologias poéticas, além de ter poemas e artigos publicados em revistas e jornais diversos, é autor de vários cordéis e tem dois livros publicados: UNIVERSOS e GIRAMUNDO – O Espectador do Fim & Gêneros da Poesia Popular, o primeiro em co-autoria com o poeta Alfredo Moraes, numa edição independente. O segundo foi lançado pelas Edições Bagaço na V Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, em outubro de 2005.  É membro da União dos Cordelistas de Pernambuco – UNICORDEL, coordenador do Movimento Cultural Companhia do Cordel, membro do Movimento Poetas Del Mundo. É também um dos organizadores das antologias “Poetas do Pajeú”, “Antologia do cordel de Pernambuco” e “Antologia da Poesia Urbana de Pernambuco”, todos para a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco – FUNDARPE.

Davi Teixeira  nasceu em Bezerros, Pernambuco, em 1959. Radicado no Recife desde 1965. Cordelista e xilogravurista, que começou a escrever em 1998, é membro fundador da União dos Cordelistas de Pernambuco – Unicordel. Participa de diversos recitais e encontros, além de compor. Dedica-se também à confecção de mamulengos, feitos com material reciclado. Seu trabalho tem forte inspiração na cultura sertaneja, através das representações como o aboio, as cantorias e o cordel propriamente dito. Atualmente vem trabalhando com oficinas de mamulengo e expondo seus trabalhos em eventos por todo o estado de Pernambuco.

 

 

Kalhil Lucena é graduando em História pela Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE. Está vinculado a dois Grupos de Pesquisa: GEHISC (Grupo de Estudos em História Social e Cultural) e o GRESH (Grupo de Estudos sobre Ensino e Saberes Históricos). Também é escritor de literatura de cordel, sendo suas obras: 1- O que é História, realidade ou fantasia?; 2- O corno professor de História e as correntes historiográficas; 3- A linda história do nosso Recife. Sendo esse último ferramenta pedagógica integrante do projeto: O Recife em Cordel – pelo Museu da Cidade do Recife, Forte São Tiago das Cinco Pontas. Atualmente é Bolsista PIBIC/CNPq/UFRPE, com a seguinte pesquisa: As Representações da República Velha na Cultura Popular e no Livro Didático.

REALIZAÇÃO |

                                                        





Diálogos… 2011

4 07 2011

Diálogos em versos e cantos, rimas e risos. A Literatura de Cordel em foco.

Primeira edição 2011, itinerante!

Com o objetivo de fortalecer e aprofundar os conhecimentos sobre a arte popular brasileira, através da pesquisa, mapeamento e divulgação, o Museu de Arte Popular (MAP), em 2010, lançou o projeto Diálogos…, permeado por discussões pautadas no universo da mostra Caminhos do santo, com a religiosidade popular como enredo.

Neste ano, o MAP iniciará uma nova jornada, dessa vez explorando o universo da Literatura de Cordel, em consonância com o projeto Teia de Cordéis, versando sobre a produção de cordel portuguesa e brasileira.

Teia de Cordéis | Diálogos I… Tecendo os fios dessa teia será o tema do primeiro encontro e buscará entrelaçar a trajetória de vida de poetas e colecionadores com a própria história da Literatura de Cordel brasileira. Os convidados são a colecionadora e co-curadora da Teia de Cordéis, Maria Alice Amorim, e os cordelistas Mauro Machado e Meca Moreno.

Para a abertura haverá a encenação teatral do cordel “As mais de 100 mortes de Filotéia” (ou  A História do Fim do Morre-não-morre de uma Hipocondríaca) de Mauro Machado, direção de Paulo André Viana e participação da atriz Jerlâne Silva.

Serviço

O que | Teia de Cordéis| Diálogos I… Tecendo os fios dessa teia

“As mais de 100 mortes de Filotéia”, de Mauro Machado

Quando | 06 de julho de 2011, quarta-feira, às 19 horas.

Onde | Teatro Hermilo Borba Filho, Cais do Apolo, s/n

Quanto | Grátis

Informações| 3355.3110

Serão emitidos certificados aos ouvintes

 

Sobre os facilitadores da conversa:

Maria Alice Amorim | Natural de Juazeiro, Bahia, cresceu em Petrolina, Pernambuco. Vive no Recife, onde exerce o jornalismo especializado em reportagens culturais, colaborando em revistas e suplementos, e realizando conferências. Dedica especial atenção à poesia popular, à arte figurativa e aos folguedos populares. Da fusão desses temas surgiu o livro Carnaval – cortejos e improvisos (2002), em co-autoria com o pesquisador Roberto Benjamin. Publicou, em 2003, ensaio sobre arte popular na obra Pernambuco: cinco décadas de arte. É autora do ensaio Improviso: tradição poética da oralidade, que integra o livro Literatura e Música, co-edição do Itaú Cultural e editora Senac. Com pesquisa sobre as poéticas tradicionais do Nordeste brasileiro, defendeu dissertação de mestrado em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) – “No visgo do improviso ou A peleja virtual entre cibercultura e tradição” –, que saiu em 2009 pela Educ (PUC-SP).

Mauro Machado | Nascido em Brasília – DF a 21 de dezembro de 1982. Reside no Recife desde 1990.  É neto do poeta paraibano Mauro Ananias da Costa, de quem herdou o gosto pelos versos. É autor dos folhetos: “O Pife Encantado” (set. 2004); As Mais de 100 Mortes de Filotéia (set.2007), O Exemplo do Ladrão de Galinha que Findou Botando um Ovo (fev. 2007); O Matuto no Shopping (maio 2002); Exemplo do Padre Pedófilo Capado pelo Diabo (jan. 2003); O Duelo Cibernético de José Honório e Mauro Machado (abr. 2005). Mauro é membro-fundador da União dos Cordelistas de Pernambuco – UNICORDEL.

Meca Moreno | Estudioso da poesia popular, poeta, compositor, artesão e produtor cultural. Pernambucano de Palmares, escreve poesia desde os 12 anos de idade; tem participado de várias antologias poéticas, além de ter poemas e artigos publicados em revistas e jornais diversos, é autor de vários cordéis e tem dois livros publicados: UNIVERSOS e GIRAMUNDO – O Espectador do Fim & Gêneros da Poesia Popular, o primeiro em co-autoria com o poeta Alfredo Moraes, numa edição independente. O segundo foi lançado pelas Edições Bagaço na V Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, em outubro de 2005.
É membro da União dos Cordelistas de Pernambuco – UNICORDEL, coordenador do Movimento Cultural Companhia do Cordel, membro do Movimento Poetas Del Mundo. É também um dos organizadores das antologias “Poetas do Pajeú”, “Antologia do cordel de Pernambuco” e “Antologia da Poesia Urbana de Pernambuco”.

Paulo Viana | Ator, Encenador, Arte-educador, Produtor Cultural, Contador de Histórias. Já encenou peças como “Morte e vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto sob a direção de Jader Austragésilo e “Viúva, porém honesta!”, de Nelson Rodrigues com a direção de Rubem Rocha Filho. Dirigiu o “Assombrações do Recife Velho” da obra de Gilberto Freyre, na Fundação Gilberto Freyre. Realizou a oficina de contação de histórias “Vamos Contar Histórias” no projeto “A Incrível Viagem de Contar Histórias” com patrocínio do programa BNB Cultural 2010 em parceria com o SESC Pernambuco para professores do ensino fundamental nos centros educacionais SESC LER de São Lourenço da Mata, Surubim, Belo Jardim, Buíque, Bodocó e Araripina em 2010, entre outros diversos trabalhos.

Jerlâne Silva | Atriz e estudante de Letras. Possui formação em arte-educação, dança popular e teatro para crianças. Atuou em diversos espetáculos no 13º, 14º e 15º Janeiro de Grandes espetáculosem Recife. Foi assistente de produção na 5ª Mostra Brasileira de Dança, nos 60 Anos de Atividade de Claudionor Germano e na homenagem CAPIBA – Madeira que o Cupim Não Rói em 2007.

Apoio

 

REALIZAÇÃO

 





16 de junho, no MAP! De ColeCção a Coleção

15 06 2011

Inauguração dia 16 de Junho no MAP

O Museu de Arte Popular firmou como proposta de atuação em 2011, promover o acesso e o fluxo a/de acervos particulares, por meio de mostras temporárias que envolvam temáticas pertinentes a cultura popular.

Abrimos 2011 com o projeto Teia de Cordéis, elaborado em duas fases. A primeira, inaugurada no dia 16 de Março, trouxe pela primeira vez ao Brasil uma mostra de folhetos portugueses, sob o título Teia de CordéisCordéis Portugueses – Coleção Arnaldo Saraiva (professor e pesquisador da Universidade do Porto, Portugal). A exposição contou com raridades, folhetos datados a partir do século XVII, permeados por várias modalidades textuais.

Chegamos ao momento Teia de CordéisCordéis Brasileiros – Coleção Maria Alice Amorim (pesquisadora e colecionadora). Com foco no vasto universo da produção regional, elencando autores importantes, ciclos de produção e temática, os cinco livros do povo e memória.

Projeto Teia de Cordéis - Portugal e Brasil representados em acervos particulares podem ser apreciados no MAP

O que | Teia de cordéis 

Cordéis Brasileiros | Coleção Maria Alice Amorim

 

Quando | 16 de Junho a 19 de Agosto de 2011

 

Onde | Museu de Arte Popular (MAP)

+55 81. 3355-3110

Pátio de São Pedro | Casa 49     Recife – PE





17 de maio! Risadas e relatos de memória

19 05 2011

Eis o segundo dia da Semana dos Museus no MAP. No período da manhã, recebemos um grupo do ENAI – Encontro de Adultos e Idosos – ligado ao Programa Círculos Populares de Esporte e Lazer, da Diretoria de Lazer e Cidadania. Em nosso espaço, eles entenderam rapidamente qual a dinâmica da SNM e interagiram de forma intensa diante da dramatização do cordel O Encontro de Lampião com a Mãe de Calor de Figo, feita pelos atores Kamila Souza e Luiz Veloso. De acordo com os próprios atores, a recepção do grupo foi bastante positiva, pois elas captaram a história do conto popular através de muitas risadas e comentários.

Recepção dos visitantes do MAP

                Para a Carmem Lúcia, de 59 anos, a visita a exposição Teia de Cordéis a fez lembrar sua infância e as visitas com a mãe ao centro do Recife, nas mediações da Praça do Diário e Rua Nova, onde ela podia ver tabuleiros armados com cordéis e seus vendedores recitando-os. “Era tão bonito, mas hoje a gente não vê mais”, comenta a visitante.

                Já para a Norma Lúcia, de 62 anos, a visita ao MAP a fez relembrar do seu tempo de professora de Educação Artística em que auxiliava os alunos – em suas turmas de 5º e 8º série – a construírem sua própria Literatura de Cordel para depois expô-los em barbantes pela escola.

                À tarde, recebemos um grupo de estudantes do Centro Social Dom João Costa. Após as apresentações os alunos puderam conferir mais uma dramatização feita pelo casal de atores. Dessa vez foi feita a encenação do cordel A menina que virou jumenta depois de falar de top less com frei Damião, da autoria do talentoso J. Borges. Os alunos ficaram bastante concentrados na apresentação e deram grandes e boas risadas com a história que envolve religiosidade e comportamentos sociais no nordeste brasileiro.

estudantes do Centro Dom João Costa no MAP

                Ao final da visitação fomos conversar com a estudante Mayana Cavalcante, de 15 anos que nos contou que “na escola a gente não tem acesso a isto”. Outra questão bastante interessante afirmada pela estudante foi que, inicialmente, pensava que “Cordel” era o nome de uma pessoa que tinha feito esse tipo de literatura popular e, que ficou bastante surpresa em saber a longa trajetória desses livretos. Ela também nos contou que, depois de visitar a exposição, sentiu-se instigada em conhecer mais sobre esse universo da literatura popular cogitando até a possibilidade de ser tornar uma professora de Literatura.

Público do ENAI no MAP

Além disto, como muitos outros estudantes, Mayana fez imediatamente associações da exposição Teia de Cordéis com a novela Cordel Encantado. Ela nos relatou que aqui conseguiu entender a lógica da novela, pois “reis e cangaço fazem parte de tempos e locais diferentes”. Sua fala revela um dos nossos objetivos: trazer ao entendimento do público a proposta da novela ao narrar um conto típico da história de cordel com seus diversos elementos do imaginário nordestino despreocupados com uma fidelidade histórica.

                Até amanhã, pessoal!








Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.