De segunda a sexta, das 9 às 17 horas.

15 05 2012

Liberdade daquilo que os olhos captam, daquilo que a imaginação cria. Das mãos de homens e mulheres do Nordeste Brasileiro surgem, moldados em barro ou talhados em madeira, bois coloridos, carrancas assustadoras, casais enamorados, personagens fantasiosos, trabalhadores, moringas estilizadas, brincantes.

De uma diversidade ímpar, o Museu de Arte Popular traz ao público um pouco dos mais variados e criativos imaginários desses artistas populares que nos presenteiam com seus traços e formas, uma cultura rica em criatividade.

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A ‘guerra’ dos mundos

26 03 2010

Muito se tem falado dos atuais conflitos religiosos, étnicos e culturais que surpreende-nos dia após dia nos principais jornais do país e do mundo. Pouco se tem ouvido das mediações possíveis entre países, pessoas e povos que não se entendem. Talvez a ausência de personagens que promovam a paz e a compreensão der-se por uma dificuldade do mundo globalizado em perceber outros discursos e concepção de vida em meio a uma sociedade cada vez mais massificada. Em direção contrária às políticas e ações unilaterais, temos uma série de instituições que procuram um caminho de idas e vindas, construções e desconstruções e os espaços museais não poderiam se furtar a trilhar estradas que possibilitem a várias tribos compreenderem e moldarem discursos apresentados nas exposições destes espaços físicos e sociais. Abaixo temos um texto-depoimento de Alesson Góis, o simpático estagiário do Museu de Arte Popular, esta instituição que ganha voz junto aos seus amigos e admiradores. Nele você fica sabendo um pouco dos desafios enfrentados por mediadores que podem e devem servir de lição a tanta “gente grande” por aí. Divirtam-se!!!!

As dificuldades da mediação

Cada indivíduo possui uma maneira de perceber a si mesmo e o mundo que o rodeia. As leituras e interpretações feitas sobre elas são as mais variadas possíveis baseando-se no contexto sociocultural em que o indivíduo esteja inserido. Esses infinitos “mundos” particulares, cada um com seu sistema organizacional próprio, é o que torna a condição humana ainda mais instigante.

Por vivermos em sociedade, esses “mundos” acabam, por sua vez, se entrecruzando. Neste momento, é comum ocorrer divergências na comunicação e, por isso, se faz necessário a avaliação e a reorganização da fala a fim de se tornar compreendido.

Dentro de um museu não acontece diferente. Para cada visitante que entra nesse espaço é necessário ser revisto o discurso de mediação devido às singularidades de percepção. Fatores como a faixa etária, a realidade social do visitante, o nível de escolaridade entre outros aspectos são motivos que levam a essa reestruturação da mediação.

Como mencionado, o objetivo de qualquer indivíduo que dialoga é ser compreendido, sendo assim, o mediador em um espaço museológico deve estar atento a essas questões, pois elas refletem diretamente na interação que o visitante terá com a exposição, como também, na própria satisfação da visita tanto pela questão da aquisição de conhecimento como até mesmo na divulgação do espaço para seus amigos e familiares.

Portanto, cabe ao museu e sua equipe estar em constante busca por estratégias de mediação que supram as necessidades de cada público visitante, procurando estabelecer uma linguagem nítida e coerente.

Alesson Góis