Alice no País dos Cordéis

6 05 2010

 

      Um dia, uma criança seguiu um coelho branco, um coelho de louça, que a levou até um portal. Ao atravessar o portal, num passe de mágica, o coelho se tornou uma poesia enquanto a criança, numa transmutação não menos poderosa, se tornava adolescente, e foi aí que esta criança, chamada Alice, encontrou a Literatura de Cordel.

      O cordel, que tem sua origem na Península Ibérica, fortemente influenciado pela poética árabe, é parte da identidade do Nordeste brasileiro e só assim podemos entender, como uma criança baiana, que morava em Pernambuco, foi entrar em contato com esta expressão artística pelo intermédio de uma professora cearense. O cordel se tornou, também, parte da identidade de Maria Alice Rocha Amorim.

      Formada em Psicologia, em Jornalismo e com mestrado em Comunicação e Semiótica, Maria Alice encontrou, na literatura de cordel, seu objeto de estudo e uma grande paixão. Nesta entrevista, Maria Alice se apresenta, e introduz algumas das questões que foram discutidas ontem, dia 05 de Maio, no Auditório da Livraria Cultura.

 

 

 

1 – Maria Alice, como e onde surgiu este seu amor pela literatura de cordel e pela Arte Popular?

 

Desde a adolescência, apreciava ouvir uma professora, que era cearense, falar sobre literatura de cordel. E ainda criança, adorava brincar com miniaturas de louça de barro. Isso poderia ter sido apenas um passatempo momentâneo, mas, não, firmou-se como prazeroso objeto de estudos a partir da época em que vim estudar no Recife, entre o final dos anos 70 e início dos 80. Depois, morei dez anos em Nazaré da Mata e lá passei a freqüentar sambadas e ensaios dos mestres de maracatu. A arte dos ceramistas de Tracunhaém, Goiana, Caruaru sempre me tocava, além de adorar o convívio com as artes dos cordelistas xilógrafos, como Marcelo Soares, Dila e Costa Leite.

2 – Sua dissertação de mestrado, No visgo do improviso ou A peleja virtual entre cibercultura e tradição, trata do advento da informática como um meio de propagação da literatura de cordel. Diante da pesquisa que foi desenvolvida, como esta e outras tecnologias interferem nas tradições de cordelistas e de outros artistas populares, seja de maneira positiva, ou de maneira danosa? Como você analisaria o papel das tecnologias na preservação das tradições?

 

As tecnologias acompanham o homem desde os primórdios. Quando se fala de tradição, uma das recorrências é supor que as duas – tecnologia e tradição – são incompatíveis. Mas, o cordel feito com a mediação de ferramentas do mundo cibernético prova o contrário. Isso, apenas citando a experiência cordelística, e a mais recente. Claro que as tradições não são estáticas, há interação contínua com o contemporâneo e esse diálogo garante a vitalidade. Evidente que o poeta cordelista não tem mais o perfil sociológico de um poeta de início ou meados do século 20. O cordel é identificado por aspectos de um fazer tradicional, obviamente, e é feito, hoje, por contemporâneos nossos. E, bom que se diga, foi exatamente a partir do boom das comunicações e facilidades oferecidas pelo computador e pela internet, a partir do final dos anos 90, que a produção cordelística retomou o fôlego. Os cordelistas se comunicam em rede, produzem e publicam com auxílio da rede, criam novas formas de produção poética, como as pelejas (de improviso ou não) no msn, twitter, nos blogs, correio eletrônico, telefone celular. Preservação, para mim, é isso, deixar o cordel viver, sem ficar lamentado que o cordel bom era somente aquele feito no passado.

3 – Em seu texto, O Verbo Sedutor, você fala de como a poética improvisada do mestre de maracatu rural reaviva tradições que remetem até aos poetas medievais. Esta ligação histórica tão antiga não é exceção na arte popular nordestina, pois o cordel teria sua origem na península ibérica, com forte influência árabe. Diante deste passado tão iluminado, que se reflete em um presente rico culturalmente, por que ainda existe tanto preconceito de alguns eruditos e intelectuais com estas (e outras) manifestações?

 

As tradicionais poéticas de oralidade estão inscritas num grande universo, que Jerusa Pires Ferreira chama de “grande texto oral”, portanto, improviso de maracatu dialoga com violeiros, coquistas, cordelistas. E isto é muito rico, como escreve, por exemplo, Augusto de Campos, num ensaio em Verso, Reverso e Controverso, em que relaciona a linguagem poética de violeiros nordestinos e poetas provençais. Há grandes textos, grandes pesquisadores que se debruçam sobre estas expressões de cultura. O preconceito, quando há, sai do âmbito meramente das preferências, fazendo vislumbrar questões ideológicas.

4 – O artista Mestre Noza, nascido em Taquaritinga do Norte (PE), mas que ainda jovem peregrinou até Juazeiro do Norte (CE), teve uma forte ligação com o Padre Cícero. Esta relação começava na fé, e ia até a sua arte, onde as figuras do Padim representavam uma parcela importante do trabalho do artista. Segundo o próprio Noza (Reinado da Lua, 2009), ele teria levado a primeira imagem ao Padre Cícero, que teria rido e perguntado “Eu sou assim?”. Levando em conta o exemplo de Mestre Noza com o Padre Cícero, nos cordéis, como esta figura, Padre Cícero, é retratada? São múltiplas interpretações? E, por fim, teriam estas interpretações, relação direta com o contexto da produção?

 

Existe uma unanimidade: o mito. Louvado como santo, o Padre Cícero também é expurgado por cordelistas que o consideram “santo das oligarquias”. Mas, nenhum contesta que tenha sido um homem inteligente, carismático. Milenarismo e messianismo são aspectos recorrentes nos cordéis sobre o Padim Ciço. E, com certeza, por ser um filão comercial, muitos dos poetas escrevem conforme o público das romarias. Afinal, dessa forma o folheto será bem vendido.

5 – Você gosta de Juazeiro (BA) e adora Petrolina (PE)?

 

Amo Juazeiro e Petrolina. Lá está a minha infância e as duas carrego sempre comigo. Agora, Recife e Nazaré da Mata foram decisivos quanto ao que venho pesquisando sobre culturas tradicionais, principalmente as poéticas de oralidade.

Maria Alice Amorim | Natural de Juazeiro, Bahia, cresceu em Petrolina, Pernambuco. Vive no Recife, onde exerce o jornalismo especializado em reportagens culturais, colaborando em revistas e suplementos, e realizando conferências. Dedica especial atenção à poesia popular, à arte figurativa e aos folguedos populares. Da fusão desses temas surgiu o livro Carnaval – cortejos e improvisos (2002), em co-autoria com o pesquisador Roberto Benjamin. Publicou, em 2003, ensaio sobre arte popular na obra Pernambuco: cinco décadas de arte. É autora do ensaio Improviso: tradição poética da oralidade, que integra o livro Literatura e Música, co-edição do Itaú Cultural e editora Senac. Com pesquisa sobre as poéticas tradicionais do Nordeste brasileiro, defendeu dissertação de mestrado em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) –  “No visgo do improviso ou A peleja virtual entre cibercultura e tradição” – , que saiu em 2009 pela Educ (PUC-SP).

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Uma fotografia do Marcelo

4 05 2010

Marcelo Feitosa é carioca. Pernambucano por parte de mãe, aprendeu cedo o sabor e o calor da cidade do Recife, e por aqui resolveu ficar. Multifacetado e cosmopolita se abriga em duas profissões, ora preocupa-se com sua microempresa, ora se deleita em seus ensaios fotográficos, ainda dividindo-se entre Recife e Curitiba, terra de sua namorada. Fotógrafo autodidata com especialização em fotografia digital, enveredou pelo caminho de cristalizar momentos em fotos artísticas e documentais, tendo assim, participado e ganhado vários prêmios na área. Em seu mais recente trabalho, “Festa Santa”, este fotógrafo que descobre Recife e agora Recife o descobre, presenteia a todos com um paralelo entre dois locais votivos (Juazeiro do Norte – CE e Morro da Conceição – PE), fazendo -com isso- um retrato da fé e dos aspectos comportamentais dos romeiros de ambos os locais de peregrinação. Sua preferência por uma estética de imagem em preto e branco, torna seus clicks atemporais e desafia a cronologia dos próprios fatos retratados, além de possibilitar uma observação serena e tranqüila, que abre caminhos para olhares e interpretações múltiplas. Como pequenos ensaios dentro de uma grande imagem, suas fotos são ricas e parecem correr para um infinito de sensações, histórias e experiências.

Confira abaixo a entrevista deste grande profissional, que tem seu trabalho(Festa Santa) exposto na atual exposição do MAP “ Caminhos do santo”. Você está esperando o quê para conferir?

ENTREVISTA

1. Por que o interesse em trabalhar a religiosidade popular?

Procissões e romarias guardam nossas origens cristãs. Os portugueses devotos, nossos colonizadores, interessados na difusão da fé, nos legaram um calendário repleto de datas santas. A religiosidade é uma herança cultural fortemente presente no cotidiano do povo brasileiro, principalmente do povo nordestino. Meu interesse com esse trabalho foi buscar a compreensão de como essa herança influencia a vida desse povo e como ela é determinante na caracterização dos hábitos e costumes, não apenas do sertanejo, mas de todo o povo nordestino.

2. Qual a estética utilizada em seu trabalho?

Optei por realizar as fotografias em preto & branco por achar que seria a melhor maneira de retratar a dramaticidade das imagens. Além disso, resolvi “envelhecer” as fotos usando um tom amarelado durante o processo de edição. Minha intenção é passar a idéia de atemporalidade das cenas.

3. Há no Nordeste um grande número de locais votivos. Por que a preferência por trabalhar Juazeiro do Norte e Morro da Conceição?

Festa Santa é um estudo comparativo. Escolhi esses locais por estarem em regiões distintas e serem antagônicos. Juazeiro do Norte fica no sertão cearense, o que caracteriza uma romaria rural; já o  Morro da Conceição fica na região metropolitana da cidade do Recife, caracterizando uma romaria urbana. A proposta do projeto é fazer uma análise comportamental dos devotos nas duas romarias e observar as diferenças e, ou, semelhanças existentes entre elas.

4. Seu trabalho parece configurar um retrato da fé de dois locais votivos que ora dialogam e ora se repelem. Nesta concepção, quais seriam os aspectos de semelhança e também os de singularidade entre Juazeiro e o Morro?

Meu trabalho consiste em lançar um olhar sobre tudo o que acontece nas romarias desses dois grandes centros votivos, buscando compreender, não só a fé, mas também a relação de interação entre romeiro e romaria. Devemos pensar em romaria como sendo um grande evento festivo. A fé que motiva os peregrinos em suas devoções é a mesma que os faz transformar a romaria em um momento de lazer. Quanto às semelhanças e diferenças entre Juazeiro e o Morro da Conceição, fica claro que os símbolos de devoção são praticamente os mesmos nas duas regiões, com cenas de pagamento de promessas, devoção, filantropia e orações sendo uma constante nos dois locais. A principal diferença entre as duas festas é o aspecto comportamental dos devotos: enquanto em Juazeiro os fiéis geralmente cumprem todo o calendário festivo, em peregrinações que duram dias, no Morro da Conceição os devotos limitam-se, geralmente, a pagar suas promessas e fazerem suas orações, numa única visita ao local de devoção.

5. As pesquisas referentes ao Padre Cícero revelam um homem de múltiplos interesses e muitos deles não correspondentes a uma figura religiosa. Através de suas pesquisas, como você percebe e retrata a figura deste mito nordestino?

Baseado em minhas pesquisas, entendo a figura do Padre Cícero como sendo a de um homem profundamente comprometido com questões sociais, além das religiosas. Proibido de exercer suas funções sacerdotais devido ao episódio do milagre da hóstia, Padre Cícero achou na política a maneira mais adequada de exercer sua liderança junto ao povo. Ao retratar as romarias em Juazeiro do Norte, busquei mostrar, através de imagens, o poder dessa liderança e expor a enorme influência que ele exerce na região até hoje. A questão que motivou o meu trabalho é analisar e tentar compreender as conseqüências geradas por esses interesses e que importância tiveram na construção sociopolítica da região. Acredito que considerar os múltiplos interesses de Padre Cícero como antagônicos a uma figura religiosa não dá conta de explicar a permanência da imagem do Padre Cícero junto ao povo nordestino. Penso que foram as várias ações de Padre Cícero, a sua atuação em diferentes campos, que contribuíram para a construção da sua imagem. Os múltiplos interesses de Padre Cícero podem ser um caminho para nos ajudar a compreender a complexidade das relações sociais de Juazeiro do Norte naquele momento.

6. Algumas de suas fotos, expostas na mostra “Caminhos do Santo”, revelam o sagrado e o profano atuando no mesmo espaço. Habitualmente, ensaios fotográficos trabalham estes dois aspectos de forma dual. Por que sua preferência por trabalhá-los imbricados?

Em meu ensaio fotográfico não parti de conceitos apriorísticos para entender as romarias e os romeiros, mas procurei apresentar um registro fotográfico dos eventos e das cenas do cotidiano que ocorrem durante as romarias em Juazeiro do Norte e Morro da Conceição. Não houve, da minha parte, qualquer preocupação de distinção entre o que seria sagrado ou profano. O foco do trabalho é a própria festa em si.

A partir de que critério podemos afirmar que determinada ação praticada por um devoto durante o ciclo festivo das romarias deve ser considerado algo profano? É preciso levar em consideração o fato de que, sob o ponto de vista de um romeiro, a prática do lazer durante as festividades, se não é algo sagrado, também não é profano. É apenas algo que está presente e acessível, uma distração permitida segundo seus próprios conceitos, e de certa forma, até compreensível devido ao forte caráter de confraternização presente nesses locais votivos.

7. Ao fazer o retrato da fé, suas lentes acabam por captar instituições religiosas muitas vezes disfuncionais. Seria esta também uma finalidade do seu trabalho? Se não, como explicar este fato?

Como expliquei anteriormente, a finalidade do meu trabalho foi criar um estudo comparativo entre os romeiros de duas regiões distintas e observar as diferenças e, ou, semelhanças existentes entre eles. Claro que esta observação está sujeita a inúmeras interpretações e podem nos levar a conclusões inusitadas. Nos grandes centros votivos, nada é mais marcante, determinante, presente e unânime do que as manifestações de fé. Ela é a principal motivação das peregrinações, o grande incentivo e, muitas vezes, o único alento que acompanha os devotos em sua jornada. A fé é a própria razão da existência dos festejos santos, restando à igreja o papel secundário de apenas conduzir esses festejos. As instituições religiosas se tornam disfuncionais por aceitarem essa condição de agentes secundários, se eximindo assim, de qualquer responsabilidade ou obrigação com o bem-estar dos devotos.

8. Diante de outros trabalhos referentes ao Morro da Conceição e a Juazeiro do Norte, o que ainda há a se retratar nestes dois locais?

A religiosidade é um tema que há muito tempo fascina fotógrafos, não apenas do Brasil, mas de todo o mundo. São vários os trabalhos já realizados por nomes consagrados, como Sebastião Salgado, Evandro Teixeira, Tiago Santana, Paulo Leite e tantos outros. No meu caso em particular, escolhi Juazeiro do Norte e Morro da Conceição devido ao meu estudo comparativo, mas acredito que ainda há muito estudo que pode ser desenvolvido, não apenas nesses dois centros votivos, mas em centenas de outros espalhados pelo Brasil. Cada romaria guarda sua origem, sua história e sua especificidade. Ainda temos muito a aprender sobre a cultura brasileira por meio do olhar sobre os festejos santos. Esse é um universo rico em tradições e fonte inesgotável de temas a serem retratados.

Marcelo  Feitosa | Fotógrafo autodidata, premiado em Brasília, especializado em fotos digitais, com curso de tratamento digital, ministrado pela Cia. Da Foto (SP). Autor de projetos como Cuba, exibido durante a IV Mostra Recife de Fotografia e o Festa Santa, trabalho que compõe a mostra Caminhos do santo, no Museu de Arte Popular.

O que | Caminhos do santo | Diálogos IV… imagens

Quando | 05 de Maio de 2010, quarta-feira, às 19 horas. AMANHÃ

Onde | Auditório da Livraria Cultura, Bairro do Recife

Promoção | Museu de Arte Popular – MAP

Quanto | Grátis

Informações | 3232-2803 / 3232-2969





Diálogos III…

15 04 2010

MUSEU DE ARTE POPULAR CONVIDA

 

O Museu de Arte Popular, vinculado à Fundação de Cultura da Cidade do Recife,  promoverá o terceiro encontro da série Caminhos do santo | Diálogos…, tendo como ponto de partida os assuntos suscitados na mostra Caminhos do santo, inaugurada no dia 21 de Dezembro de 2009.

Reconhecendo e afirmando o museu como um espaço de formação, colaboração e difusão de saberes, o museu apresentará neste terceiro encontro três trabalhos em construção, visando a divulgação, e ao mesmo tempo, o debate das idéias daqueles que trabalham a religiosidade e a cultura popular de Pernambuco e do Nordeste.

No dia 22 de Abril, às 19 horas, teremos: Caminhos do Santo | Diálogos III…peregrinações e cotidianos da fé: um beato, um santo e o homem. A palestra contará com a presença da pesquisadora Priscilla Quirino, mestranda em História na UFPE, que pesquisa a vida e o legado de Cícero José Farias , o Meu Rei, importante líder messiânico nordestino, fundador de uma seita(um beato). Também teremos Aline Pereira, integrante do grupo de pesquisa “História e Religiões” do CNPq/UFPE, que trabalha com a história do Engenho Ramos e toda a sua influência na política e religiosidade local, fundamentada no São Severino dos Ramos (um santo). E, ainda, o pesquisador Márcio Luna, Especialista em História do século XX, pela UFPE, que falará sobre a religiosidade no cotidiano do homem sertanejo a partir de seus estudos sobre  Luiz Gonzaga e o mundo que o cercou (o homem).

O que | Caminhos do santo | Diálogos III…peregrinações e cotidianos da fé: um beato, um santo e o homem.

Quando | 22 de Abril de 2010, quinta-feira, às 19 horas.

Onde | Auditório da Livraria Cultura, Bairro do Recife

Promoção | Museu de Arte Popular – MAP

Quanto | Grátis

Informações | 3232-2803 / 3232-2969

educativomap@hotmail.com   |  museudeartepopular@hotmail.com  |  

https://museudeartepopular.wordpress.com/

Serão emitidos certificados aos ouvintes

 

 

 

Márcio Luna | Especialista em História do Século XX pela UFPE, com pesquisa monográfica intitulada: (SER)TÃO NORDESTINO: A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE CULTURAL A PARTIR DA OBRA DISCOGRAFICA DO REI DO BAIÃO (1945-1956).Graduado em História pela UNICAP. Atualmente se debruça acerca das representações do Sertão Nordestino na música de Luiz Gonzaga, e desenvolve ações Educativas do Memorial Luiz Gonzaga.

Aline Pereira de Araújo | História, UFPE; Integrante dos Grupos de Pesquisa “História e Religiões”, do CNPq/UFPE, e “Gestão Pública e Espaços Público: conflitos e intolerância religiosa”, do MPANE/UFPE; Docente da Rede Estadual de Pernambuco;

Priscilla Pinheiro Quirino | Mestranda em História do Norte e Nordeste do Programa de Pós-Graduação da UFPE; formada pela UFPE como Bacharel em História. Linhas de Pesquisa: Religião e Religiosidades e Gestão Pública e Espaços Públicos: conflitos e intolerâncias. Faz parte do projeto de pesquisa “Gestão Pública e Espaços Públicos”, formado por uma equipe multidisciplinar dos mestrados de Gestão Pública da UFPE, de Ciências das Religiões da UFPB e de Ciências da Religião da UNICAP.

Coordenação de Mesa

Filipe Daniel Barreto |  Ciências Sociais, UFRPE.

Realização | Museu de Arte Popular

Apoio | Livraria Cultura