Perigo!Escolas no Museu!

11 03 2010

 

Reduzir as barreiras entre a escola e o museu. Estabelecer um diálogo unificado em prol da formação dos alunos-cidadãos. Essas foram algumas questões discutidas no primeiro encontro temático, organizado pelo Museu de Arte Popular, intitulado “Diálogos”, realizado no dia 05 de março de 2010, na Livraria Cultura.

Amanhã iremos visitar um museu!” – Avisa o professor em sua classe. Ao ouvir isso a sala de aula entra em efervescência, pois, para alguns alunos, somente o fato de sair das quatro paredes de sua escola já é um motivo para festejar. Outros devem ter pensado: “Museu? Como seria bem isso?” ou “O que tem pra se fazer lá?”.

Nesse momento, na mente do professor mencionado podem ter surgido pensamentos como: “Um dia de descanso, de folga!”, ou um “Que ótimo! Um dia fora da rotina!”, ou até mesmo um “Não sei bem como vou poder relacionar o que eu estou ensinando em sala de aula com o que eles vão ver no museu, mas sei que vai ser bom pelo conhecimento adquirido”.

A ilustração acima demonstra uma realidade que infelizmente ainda persiste na educação escolar em relação às visitações aos museus. Por isso, o Museu de Arte Popular resolveu iniciar, neste mês de março, encontros que abordam, inicialmente, a relação sala de aula – museu como atividade a ser desenvolvida de forma mais efetiva.

No encontro “Diálogos… Entre o museu e a sala de aula” os debatedores procuraram enfatizar a necessidade de se pensar o museu como um espaço de pesquisa, educação e lazer, onde essas três esferas dialogam em prol da construção do conhecimento. Nesta concepção, foi abordada a importância da interação dos alunos e do docente nas visitas feitas aos museus, ao defender a necessidade da participação do estudante como elemento ativo na formulação de seu aprendizado.

O Educativo MAP apresentou estratégias de mediação para o melhor aproveitamento da visitação visto que ela é constantemente adaptada ao tempo e a necessidade da escola visitante. Sendo assim, a equipe do museu procurou estar sensível as diferentes abordagens necessárias para o atendimento de cada público, em geral, formado por crianças e adolescentes – tal como, elucidar aos professores assuntos vistos em sala de aula que podem dialogar com os conteúdos presentes nesta exposição.

As estratégias citadas mostraram-se pertinentes no MAP pelo fato de terem estimulado, a partir do próprio envolvimento do alunado, o interesse e a relevância das temáticas abordadas na exposição Caminhos do Santo” em seu cotidiano, proporcionando assim, a fomentação de memórias e referências sociais que afirmem a cultura nordestina e desvele novas possibilidades de interação sócio-cultural.

Buscar estreitar os diálogos entre a escola e o museu a fim de consolidar uma formação cidadã dos alunos, tal como demonstrar aos professores e coordenadores pedagógicos o potencial de um museu como um espaço de aprimoramento do conhecimento iniciado em sala de aula, foram alguns dos objetivos desse primeiro encontro realizado pelo Museu de Arte Popular, pois crê-se que parcerias institucionais, professores qualificados, museus com preocupação pedagógica e políticas públicas adequadas é possível reverter a situação da aprendizagem e formação cultural em nosso país.

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