Teia de Cordéis | Diálogos II… Versando sobre educação

20 07 2011

Segundo diversos relatos, por meio dos folhetos de cordel, muitas pessoas, dentre as quais, crianças, aprenderam a ler e tiveram acesso aos divertidos e cuirosos causos e contos tradicionais da cultura popular nordestina.

Diálogos II...

Nos dias atuais, a Literatura de Cordel prossegue com seu veio pedagógico/educacional sendo, por exemplo, objeto de estudo para estudantes universitários como o Kalhil Gibran (História/UFRPE) que propõe um aprendizado lúdico a partir desses folhetos e com os cordelistas Meca Moreno (Unicordel) e Davi Teixeira (Unicordel) que, com sua boa prosa, instiga alunos, pais e professores através de oficinas a mergulhar nesses universos dos versos populares. E com eles, o Museu de Arte Popular (MAP) convida a todos para participarem da Teia de Cordéis | Diálogos II… Versando sobre educação, no dia 21 de julho no auditório da Livraria Cultura às 19h. Lembrando: a entrada é gratuita e serão emitidos certificados de participação.

O que | Diálogos II… versando sobre educação

Quando | Amanhã, dia 21 de Julho, às 19 horas

Onde | Auditório da Livraria Cultura

Informações| 3355-3110 | @MAP_recife

Serão emitidos certificados aos ouvintes

 

Sobre os facilitadores da conversa |

Meca Moreno é estudioso da poesia popular, poeta, compositor, artesão e produtor cultural. Pernambucano de Palmares, escreve poesia desde os 12 anos de idade; tem participado de várias antologias poéticas, além de ter poemas e artigos publicados em revistas e jornais diversos, é autor de vários cordéis e tem dois livros publicados: UNIVERSOS e GIRAMUNDO – O Espectador do Fim & Gêneros da Poesia Popular, o primeiro em co-autoria com o poeta Alfredo Moraes, numa edição independente. O segundo foi lançado pelas Edições Bagaço na V Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, em outubro de 2005.  É membro da União dos Cordelistas de Pernambuco – UNICORDEL, coordenador do Movimento Cultural Companhia do Cordel, membro do Movimento Poetas Del Mundo. É também um dos organizadores das antologias “Poetas do Pajeú”, “Antologia do cordel de Pernambuco” e “Antologia da Poesia Urbana de Pernambuco”, todos para a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco – FUNDARPE.

Davi Teixeira  nasceu em Bezerros, Pernambuco, em 1959. Radicado no Recife desde 1965. Cordelista e xilogravurista, que começou a escrever em 1998, é membro fundador da União dos Cordelistas de Pernambuco – Unicordel. Participa de diversos recitais e encontros, além de compor. Dedica-se também à confecção de mamulengos, feitos com material reciclado. Seu trabalho tem forte inspiração na cultura sertaneja, através das representações como o aboio, as cantorias e o cordel propriamente dito. Atualmente vem trabalhando com oficinas de mamulengo e expondo seus trabalhos em eventos por todo o estado de Pernambuco.

 

 

Kalhil Lucena é graduando em História pela Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE. Está vinculado a dois Grupos de Pesquisa: GEHISC (Grupo de Estudos em História Social e Cultural) e o GRESH (Grupo de Estudos sobre Ensino e Saberes Históricos). Também é escritor de literatura de cordel, sendo suas obras: 1- O que é História, realidade ou fantasia?; 2- O corno professor de História e as correntes historiográficas; 3- A linda história do nosso Recife. Sendo esse último ferramenta pedagógica integrante do projeto: O Recife em Cordel – pelo Museu da Cidade do Recife, Forte São Tiago das Cinco Pontas. Atualmente é Bolsista PIBIC/CNPq/UFRPE, com a seguinte pesquisa: As Representações da República Velha na Cultura Popular e no Livro Didático.

REALIZAÇÃO |

                                                        





Último encontro 2010! Diálogos VIII…Yabá: a mulher e o sagrado + lançamento de “As Gueledés – a festa das máscaras”

8 11 2010

Último encontro 2010 da série Diálogos..., do MAP, com lançamento de livro voltado ao público infantil.

No ano de 2010, o Museu de Arte Popular (MAP), vinculado à Fundação de Cultura Cidade do Recife, deu início a uma série de debates que chega agora em sua oitava edição, a Caminhos do santo | Diálogos…, sendo esta a última edição deste ano. Ao longo do ano, o MAP promoveu debates sobre diversos assuntos suscitados pela mostra Caminhos do santo, atual exposição do museu, como a mesa de 7 de abril, que abordou a Menina-sem-nome e as cruzes de estrada, através de um curta e um documentário, além da visão da folkcomunicação sobre fenômenos como estes. Ainda em abril, no dia 22, tivemos uma mesa com três historiadores, trabalhando o personagem de Meu Rei, o santo não-canônico São Severino do Ramos e o imaginário religioso do homem sertanejo. Em maio foi a vez das imagens das romarias tomarem a mesa, através do Padre Cícero e do Morro da Conceição. Em agosto, mês das assombrações, caçamos os fantasmas e as lendas urbanas do Recife. Setembro foi o mês em que o teatro e a religião se encontraram na Diálogos. Em outubro, em parceria com o FIDR, abordamos a dança de rua, uma nova expressão de arte popular, urbana e atual. E agora, em novembro, como é de praxe, este debate terá como ponto de partida um tema ligado a exposição e ao momento da cidade e do mundo.

No dia 19 de novembro de 2010, teremos Caminhos do santo | Diálogos VIII…Yabá, a mulher e o sagrado, no auditório da Livraria Cultura, às 18:00 horas. Teremos como conferencista o pesquisador de cultura afro-brasileira Raul Lody, autor de obras como Dicionário de Arte Sacra e técnicas afro-brasileiras ; O Negro no Museu Brasileiro: construindo identidades ; Santo também come ; Povo do Santo – Religião, História e Cultura dos Orixás, Voduns, Inquices e Caboclos ; e também do livro infantil Seis Pequenos Contos Africanos. Raul também atua como curador da Fundação Gilberto Freyre (PE), da Fundação Pierre Verger (BA), do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CE), Museu do Folclore (SP) e é Doutor em Etnologia pela Universidade de Paris.

Para fechar este ano com “chave de ouro”, o MAP aproveitará o contexto do 20 de novembro, comemorado como o dia da consciência negra, data escolhida em homenagem a morte de Zumbi dos Palmares. Hoje, as comemorações tomam todo o mês de novembro e no dia 19, o MAP trabalhará o papel da mulher nas religiões afro-brasileiras. E ainda reconhecendo e afirmando o museu como um espaço de formação, colaboração e difusão de saberes, o Museu de Arte Popular promoverá, em parceria com a editora Pallas e a Livraria Cultura, o lançamento do livro voltado para o público infantil: As Gueledés – A Festa das Máscaras, de autoria do curador, antropólogo, etnólogo e museólogo Raul Lody que também assina as ilustrações da publicação. O livro infantil explica o ritual secular das Gueledés, festa anual onde os homens iorubás contam a história das Senhoras da Noite (Iás na tradição iorubá) que formaram uma sociedade secreta para tomar o mundo.

Gueledés convite

O que | Caminhos do santo | Diálogos VIII… Yabá, a mulher e o sagrado. Encerramento da série Diálogos 2010 e lançamento do livro Gueledés.

Quando | 19 de novembro de 2010, sexta-feira, às 18 horas.

Onde | Auditório da Livraria Cultura

Promoção | Museu de Arte Popular – MAP

Quanto | Grátis

Informações | 3355-3110 / 3355-4720

Para entrar em contato com o setor de Pesquisa e Cultura: pesquisamap@hotmail.com

Para entrar em contato com o setor Educativo e Cultura: educativomap@hotmail.com

Para contatos em geral: museudeartepopular@hotmail.com

Raul Lody| Doutor em Etnologia pela Universidade de Paris, atual Sorbonne, Raul Lody é curador da Fundação Gilberto Freyre em Recife (PE), da Fundação Pierre Verger em Salvador (BA), do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura em Fortaleza (CE), Museu do Folclore em São José dos Campos (SP). É autor de dezenas de livros, incluindo À Mesa com Gilberto Freyre, Xangô – O senhor da casa de fogo e Cabelos de Axé – Identidade e Resistência.

Coordenação de Mesa

Fábio Carvalho | História, UFPE e Coordenador de Pesquisa do Museu de Arte Popular.

Realização | Museu de Arte Popular





Pátio de São Pedro, 18 de Maio de 2010. Dia 2! Anotações da trincheira.

18 05 2010

Hoje o Museu de Arte Popular entrou em seu terceiro dia de programação voltada para a 8ª Semana Nacional de Museus. Entrincheirados, e aguardando a chegada dos alvos, os funcionários do museu se preparavam para a performance, onde encarnariam Antônio Conselheiro e seus seguidores. A Guerra de Canudos teria seu segundo dia no MAP.

            Os alvos chegaram cedo, pontualmente às 9 horas da manhã. Apesar de pegos de surpresa, os funcionários não deixaram de aplicar sua tática de guerrilha e rapidamente tomaram suas armas, ops…, o figurino de beatos, e adentraram a sala de exposição. Desta vez foi o alvo que se viu surpreendido pela ação dos funcionários do MAP.

            Os alvos, alunos e professores da Escola Municipal Jandira Botelho, reagiram de diferentes maneiras à intervenção no MAP. Alguns olhavam assustados, outros achavam graça, mas, era fato: todos estavam interessados em como, subitamente, foram transportados para o meio de um movimento messiânico, uma romaria em pleno MAP. Os guerrilheiros do museu, por outro lado, rezavam, ajoelhavam-se, abençoavam e faziam romarias entre as vitrines e os visitantes do Museu de Arte Popular.

            Durante a tarde, a resistência mapeana se engajou em outro combate. Saiu de cena o Arraial de Canudos e seus beatos, e entraram todos nas comemorações do Dia Nacional da Luta Antimanicomial. Como ação desta nova frente de resistência, o MAP recebeu aliados da Secretaria de Saúde Mental, através dos Centros de Apoio Psicossocial do Recife (CAPS), que trouxeram diferentes grupos, de diferentes sedes, englobando ex-usuários de drogas, álcool e pessoas com diferentes transtornos mentais para o Museu de Arte Popular.

            Tudo isto faz parte da batalha maior que os guerreiros do Museu de Arte Popular se engajaram, pois se o tema da 8ª Semana Nacional de Museus é a Harmonia Social, o Museu de Arte Popular buscou nesta temática, trabalhar a “inclusão social em museus”. Ou seja, o MAP, durante toda a semana recebeu e continuará recebendo pessoas que tem um acesso dificultado aos espaços museais, pelas mais diversas razões, tais como os visitantes do CAPS ou da escola Jandira Botelho.

            No fim, entre mortos e feridos, se divertiram e aprenderam todos, mas a luta continua.

Museu de Arte Popular

Pátio de São Pedro|casa49

3232-2803/3232-2969





8º Semana Nacional de Museus

14 05 2010

           

 

O Museu de Arte Popular e o Memorial Luiz Gonzaga, durante o período de 17 a 21 de Maio, vivenciarão a 8ª Semana Nacional de Museus, que tem por tema, “Museus para a Harmonia Social”. Oportunizando o eixo temático proposto, resolvemos trabalhar os espaços museais como locais inclusivos junto a um público de pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e jovens em vulnerabilidade social.

            Ao final da semana, para debater teorias e políticas efetivas, no concernente à acessibilidade em museus e outras instituições culturais, o MAP e o MLG promoverão uma mesa de debates, no Teatro Hermilo Borba Filho, no dia 21 de Maio, às 16:00 horas, contando com a presença dos seguintes palestrantes: Antônio Muniz da Silva (Assessor da Secretaria de Assistência Social), Eleonora Pereira (Assessora Política da Casa de Passagem), José Nunes Júnior (Gestor Administrativo da AACD), Vitória Barros (Gerencial de Medida de Semi-liberdade), Rebeca Oliveira (Observatório Negro). Márcio Luna (Coordenador Educativo do Memorial Luiz Gonzaga) e Daniel Barreto (Coordenador Educativo do Museu de Arte Popular) serão os coordenadores da mesa.

 *Mesa-debate de encerramento da semana de museus

Quando | Dia 21 de Maio, sexta-feira, às 16 horas

Onde | Teatro Hermilo Borba Filho, Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife

 Sobre os palestrantes

1. José Nunes Júnior | Bacharel em Direito, pós-graduado em Gestão de recursos Humanos, Ex-executivo do Grupo Votorantim, BCP Telecomunicações (atual Claro), e Grupo Pão de Açúcar. Gestor Administrativo da AACD desde janeiro 2009.

2. Eleonora Pereira | Articuladora Política da ONG Casa de Passagem,
Conselheira Estadual de Direitos Humanos,
Coordenadora da Rede de Combate ao Abuso e Exploração Sexual do Estado e
Ex-presidente do Conselho Estadual da Criança e do Adolescente.

 

3. Antônio Muniz da Silva | Graduado em Biblioteconomia e Pedagogia pela UFPE, com especialização em Educação Especial pela FAFIRE, foi diretor do Centro de Reabilitação e Educação Especial – CREE Recife, (1999/2001), foi Presidente do Conselho Deliberativo da CEAD (1998/2002), foi Coordenador da Coordenadoria Municipal para Integração da Pessoa com Deficiência – CORDE – Recife (2001/2005). Atualmente é Presidente da Associação Pernambucana de Cegos – APEC, tendo sido eleito em 27 de janeiro de 2007 e representou as Pessoas com Deficiência Visual no Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência – CONED (2004/2008). É membro da Comissão de Políticas Públicas e Delegado por Pernambuco da Organização Nacional de Cegos do Brasil – ONCB.

4. Vitória Barros | Pós-graduada em Gestão Pública. Gerente da Gerencial de Medida de Semi-liberdade. Professora de Educação Física.

5. Rebeca Oliveira | escritora, advogada e cientista política, com especialização em direitos humanos. Atua na organização da sociedade civil Observatório Negro e é pesquisadora em direitos humanos, cidadania e desigualdades raciais.

Museu de Arte Popular

Pátio de São Pedro | Casa 49

São José | Recife | PE





2001: Uma Odisséia no MAP.

3 05 2010

Inaugurada no dia 21 de Dezembro de 2009, pouco antes do feriado de Natal e Ano-Novo, a exposição Caminhos do santo do Museu de Arte Popular (MAP), atingiu uma importante marca, os 2001 visitantes, no dia 19 de Abril de 2010. Levando em consideração o período de inauguração da exposição: em cima dos feriados de Natal, Ano Novo e Santos Reis, podemos dizer que o MAP manteve uma média de 500 pessoas por mês.

                        Desde sua reinauguração, o MAP contou com duas exposições, além da atual. A primeira exposição contou com cerca de 900 visitantes, em sete meses de duração. A segunda exposição, Vitalinos, que homenageava o centenário do Mestre de Caruaru, assim como seus seguidores, chegou a pouco mais de 4.000 visitantes em seis meses de exposição (Junho – Dezembro de 2009). O crescimento significativo da primeira exposição, para a segunda, e da segunda para a terceira (que pode alcançar os 4.000 antes de completar 5 meses), indica que o MAP vem traçando um planejamento correto para se firmar como um centro cultural em Pernambuco.

                        A exposição Caminhos do santo, trabalha a religiosidade e a fé dentro do universo da Arte Popular nordestina, estendendo este conceito para a Cultura Popular como um todo. Temas diversos, como São Severino do Ramos (PE), Padre Cícero (CE), Menina-sem-Nome (PE), Borboletas Azuis (PB), Sítio do Caldeirão (CE) e até mesmo os nacionalmente famosos Diabo da Garrafa e as Cruzes de Estrada, além dos mundiais Ex-Votos, são, assim como muitos outros, abordados e compõem a exposição Caminhos do santo.

                        Assim como os temas são diversos, a exposição também visa um público diverso. Podemos notar, por exemplo, que com o recomeço das aulas, o público mais frequente no espaço é o de estudantes, ainda no Ensino Médio ou Fundamental. Isto, claro, não quer dizer que o espaço não tenha recebido visitações de grupos universitários. Pesquisadores também surgem com frequência no espaço, e pretendemos aumentar ainda mais este tipo de público, com ações que afirmam o museu como um espaço que constrói, divulga e difunde pesquisas e saberes, tais como a série de debates Diálogos…, que terá sua quarta edição no auditório da Livraria Cultura, no dia 05 de Maio, às 19:00 horas. Notamos também, que no mês de Janeiro, a maior parte do nosso público foi de turistas, os de fora do Brasil chegaram a 10% do público total, enquanto que os visitantes de outras partes do Brasil compuseram quase 50% do público total. Em Fevereiro ouve uma equiparação entre turistas e locais, mantendo os estrangeiros perto de 10% do público. Por fim, em Março houve uma grande explosão de visitantes locais, especialmente por conta das visitas agendadas de colégios e outras instituições de ensino que teriam recomeçado as aulas, e uma queda de quase 50% no público de turistas, atingindo especialmente os turistas de fora do Brasil.

                        O museu segue trabalhando para aumentar ainda mais o número de visitantes, não para ter grandes números, mas para ter a certeza que seus trabalhos, suas pesquisas e que o conhecimento aqui produzido e/ou difundido alcançará a maior quantidade possível de pessoas, cumprindo um de seus papéis: a difusão e democratização do conhecimento, da cultura.

                        Para tanto, temos nos empenhado em apresentar a todos um trabalho de qualidade, em construção, de olho numa consolidação.

                        Para aqueles que não fizeram parte dos 2001, fica a dica: O MAP funciona de segunda à sexta, das 9:00 às 17:00 horas. Para agendamentos, recomendados especialmente para grupos grandes, ligar para o telefone 3232-2803 (Att: Daniel Barreto), ou enviar um e-mail para: educativomap@hotmail.com





Perigo!Escolas no Museu!

11 03 2010

 

Reduzir as barreiras entre a escola e o museu. Estabelecer um diálogo unificado em prol da formação dos alunos-cidadãos. Essas foram algumas questões discutidas no primeiro encontro temático, organizado pelo Museu de Arte Popular, intitulado “Diálogos”, realizado no dia 05 de março de 2010, na Livraria Cultura.

Amanhã iremos visitar um museu!” – Avisa o professor em sua classe. Ao ouvir isso a sala de aula entra em efervescência, pois, para alguns alunos, somente o fato de sair das quatro paredes de sua escola já é um motivo para festejar. Outros devem ter pensado: “Museu? Como seria bem isso?” ou “O que tem pra se fazer lá?”.

Nesse momento, na mente do professor mencionado podem ter surgido pensamentos como: “Um dia de descanso, de folga!”, ou um “Que ótimo! Um dia fora da rotina!”, ou até mesmo um “Não sei bem como vou poder relacionar o que eu estou ensinando em sala de aula com o que eles vão ver no museu, mas sei que vai ser bom pelo conhecimento adquirido”.

A ilustração acima demonstra uma realidade que infelizmente ainda persiste na educação escolar em relação às visitações aos museus. Por isso, o Museu de Arte Popular resolveu iniciar, neste mês de março, encontros que abordam, inicialmente, a relação sala de aula – museu como atividade a ser desenvolvida de forma mais efetiva.

No encontro “Diálogos… Entre o museu e a sala de aula” os debatedores procuraram enfatizar a necessidade de se pensar o museu como um espaço de pesquisa, educação e lazer, onde essas três esferas dialogam em prol da construção do conhecimento. Nesta concepção, foi abordada a importância da interação dos alunos e do docente nas visitas feitas aos museus, ao defender a necessidade da participação do estudante como elemento ativo na formulação de seu aprendizado.

O Educativo MAP apresentou estratégias de mediação para o melhor aproveitamento da visitação visto que ela é constantemente adaptada ao tempo e a necessidade da escola visitante. Sendo assim, a equipe do museu procurou estar sensível as diferentes abordagens necessárias para o atendimento de cada público, em geral, formado por crianças e adolescentes – tal como, elucidar aos professores assuntos vistos em sala de aula que podem dialogar com os conteúdos presentes nesta exposição.

As estratégias citadas mostraram-se pertinentes no MAP pelo fato de terem estimulado, a partir do próprio envolvimento do alunado, o interesse e a relevância das temáticas abordadas na exposição Caminhos do Santo” em seu cotidiano, proporcionando assim, a fomentação de memórias e referências sociais que afirmem a cultura nordestina e desvele novas possibilidades de interação sócio-cultural.

Buscar estreitar os diálogos entre a escola e o museu a fim de consolidar uma formação cidadã dos alunos, tal como demonstrar aos professores e coordenadores pedagógicos o potencial de um museu como um espaço de aprimoramento do conhecimento iniciado em sala de aula, foram alguns dos objetivos desse primeiro encontro realizado pelo Museu de Arte Popular, pois crê-se que parcerias institucionais, professores qualificados, museus com preocupação pedagógica e políticas públicas adequadas é possível reverter a situação da aprendizagem e formação cultural em nosso país.